Casamento real e econômico: Julia e Heitor

Mais um casamento de orçamento apertadíssimo que saiu a cara dos noivos! =D

O da Julia também entrou na contramão das regras de que: “É necessário casar no cívil, depois no religioso e fazer um festão”. Os noivos decidiram que queriam ter um casamento apenas no cívil. Optaram também por fazê-lo “Mini” e pela manhã, onde seria servido, apenas um brunch.
Mas não seria qualquer Brunch: A noiva investiu na alimentação e nos registros fotográficos como os únicos luxos. Como eu sempre digo a vocês: Se puderem, façam o mesmo. Elejam algo importante e invistam. Fotos e vídeos que são lembranças duradouras; valem a pena. O importante é não fazer além do que se pode e contrair dívidas longas com isso.

Agora vamos ao resumo do próprio relato da Julia, que além de uma noiva fofa, é especialista no assunto casamento: Está a frente da Oh Happy Day Assessoria e Cerimonial que atende várias noivinhas no Rio de Janeiro que desejam ter o casamento dos sonhos sem destruir o talão de cheque…

***

Vou te dizer que nunca sonhei casar. Igreja, véu, 500 pessoas, nada disso. Mas quando eu e Heitor resolvemos que, depois de 2 anos morando juntos, iriamos nos casar de “papel passado” eu já tinha umas certezas sobre a festa.

1. Seria de manhã. Minha sogra chiou na hora (e depois eu mesma “sofri” as consequências dessa escolha já que, é óbvio, eu não consegui dormir direito na noite anterior e foi um suplício sair da cama no dia).
2. Seria um brunch (gossip girl feelings!).
3. Em vez de bolo, queria cupcakes.
4. E casaríamos apenas no civil. Nem eu nem Heitor temos religião, apesar de sermos muito ligados a espiritualidade.

Com essas escolhas, ficaram diversas questões, todas elas baseadas na nossa pouca grana. Tínhamos um teto de 10 mil reais, e tivemos que organizar as prioridades:
1. Boa comida e bebida. Eu adoro comer e, pra mim, festa boa é que tem comida delícia.
2. Fotos. Li diversos relatos sobre noivas que deixaram essa parte de lado, acreditando que as fotos que os convidados tirariam seriam suficientes e se arrependeram. Super acredito que meus netos vão ver essas fotos e eu mesma ainda vou me emocionar muito durante a vida lembrando desses momentos. Então foto era prioridade.

A lista de convidados
Com o nosso budget definido começamos com a lista dos convidados. Essa é a pior pior pior parte em disparado. 100 pessoas é MUITO POUCO. Mas pra caber no nosso bolso e dar uma festa com qualidade, tinha que ser isso. No fim, nosso maior arrependimento foi não ter chamado os 30% a mais referente ao coeficiente de faltosos. Porque, como foram poucos convidados e super específicos, a gente não imaginou que essas pessoas tão importantes iriam faltar. Mas faltaram e pagamos o buffet pra 30 pessoas a mais. E nem adianta contar com RSVP que ninguém confirma. E muitos que confirmaram também não apareceram, enfim. Conselho? Convide 30% a mais.

Os convites
Eu mesma fiz e foi uma das partes mais fáceis. Não que imprimir, cortar, refilar, envelopar e adesivar 100 convites não tenha dado um puta trabalho, mas eu já tinha tudo na minha cabeça e foi, criativamente, fácil e prazeroso. Ficou difícil depois, rs. A entrega dos convites foi mais complexa. Pra tentarmos economizar um pouco, resolvemos entregar em mãos os convites das pessoas mais próximas. Adivinha? No dia da festa ainda tinham 7 convites não entregues. Então: mande tudo pelo correio e se poupe de aborrecimentos futuros! rs


O casamento civil
Optamos por não levar o juiz de paz pra celebrar o casamento no local da festa e casar no cartório mesmo. Confesso que foi uma decisão baseada na grana por que esse serviço custa mais de 600 reais. O ruim disso é que você fica a mercê da data que o cartório celebra casamentos, no nosso caso, só nas quintas feiras de manhã. Com isso só compareceu a família e 3 amigas que puderam “escapar” do trabalho. Comprei um vestido só pro cartório (da Antix), minha mãe comprou um buquê de chocolate e acabou sendo bem fofo. Com direito a brinde com garrafinhas de chocolate com licor, rs.


As fotos
Como eu disse, foto era prioridade. Mas eu tava morrendo de medo do nosso dinheiro não dar. Então fui pedir indicações pra , de fotógrafos de casamento ao meu alcance. Quando ela me perguntou: “Ju, você não quer que eu faça as fotos?” fiquei na dúvida, por que eu queria ela como convidada, aproveitando a festa. Mas ao mesmo tempo, eu tinha certeza de que se tinha alguém que ia fazer fotos lindas, sensíveis e com a nossa cara, seria ela. E além de fotógrafa, ainda foi minha conselheira em assuntos diversos durante todo o processo. Amei, amei, amei!
O local da festa
Minha primeira opção era a Confeitaria Colombo, mas eles cobram R$85 por pessoa (já incluído o aluguel do salão e as bebidas não alcoólicas) e isso, apesar de não ser nenhum absurdo pela lindeza que é aquele lugar, não cabia no nosso bolso. Depois olhei a Casa de Sta Tereza, que tem uma vista maravilhosa, mas só pra alugar o espaço, sem móveis nem nada, era mais de 4 mil, desisti. Uma coisa que reparei é que é só dizer a palavra CASAMENTO que muitos fornecedores dobram o preço. Bom, minha sogra ofereceu o play do prédio dela que parece um varandão, num local cheio de plantas e um clima gostoso. E o melhor: custava meio salário mínimo. Topei e foi uma ótima escolha.

O buffet
tava insatisfeita com a pouca atenção que eles estavam me dando. Poxa, a maior despesa do casório seria com a comida, como assim eu estava sendo mal atendida?! A solução apareceu inesperadamente, no lançamento da novela Escrito nas Estrelas, eu provei umas comidinhas e apaixonei. Pedi o cartão do buffet e entrei em contato logo em seguida. Elas me ligaram, foram umas fofas, super atenciosas, montamos o cardápio juntas (é difícil essa tarefa por que eu sou vegetariana, mas meu marido não), e fechamos um valor que eu podia pagar, incluindo uns brigadeiros de chocolate belga que arrancaram suspiros de todos os convidados. Aliás, TODO MUNDO elogiou o buffet. E a Fátima, a coordenadora que estava lá, era um amor. Eles emprestaram as taças de champanhe e improvisaram taças pra cerveja por que a espertona aqui esqueceu de pedir, rs.


As bebidas
Eu sou uma criatura que tem dificuldade em delegar tarefas. Costumo tomar tudo pra mim e acabo me embolando toda. Por isso, resolvi deixar a questão das bebidas alcoólicas pro Heitor resolver. Decidimos que haveria cerveja durante toda festa e champanhe só pro brinde. Na véspera, é claro, ele ainda não tinha comprado nada. *suspira*. Daí eu achei um site de bebidas com um espumante super honesto a preço decente (Salton Demi-Sec) e meu pai resolveu dar de presente pra gente servir durante toda festa. Encomendei 30 garrafas, fui muito bem atendida e tudo chegou direitinho no prazo. As cervejas Heitor comprou na véspera, 200 latinhas, no Extra. Olha, não sobrou espumante, mas sobraram umas 30 latinhas de cerveja.

Os doces
Então, nada de bolo, né? Mas essa decisão que parecia tão simples foi um dos maiores perrengues da organização. Porque aqui no Rio temos poucos fornecedores de cupcakes! De prima, eu tinha amado a BiteMe. Fiz a degustação, a Nicole foi um amor, eu AMEI os cupcakes dela, mas quando estávamos fechando, ela, que estava grávida; lembrou que ia dar a luz bem na época do meu casamento e não poderia me atender. Foi uma tristeza porque eu sabia que não ia encontrar doces como os dela. E fui correr atrás. Provei mais dois fornecedores e acabei fechando (algumas semanas antes da festa) com a Tati da LeNouNou, ficaram lindos e gostosos e ela ainda enfeitou as bandejas dos cuppies com as cores do casamento. Encomendei 120 cuppies a R$ 5 cada e ela cobrou R$35 do aluguel de duas bandejas com 3 andares. 
Na páscoa eu ganhei de presente uns mini-alfajores deliciosos e resolvi entrar em contato com o Angel pra ver se ele faria esses alfajores em embalagem de bem-casado. Outra ótima escolha. Estavam maravilhosos e foram muito elogiados. Foram 200 e custaram R$2 cada


O vestido
A mãe de uma das madrinhas é costureira e a Sa resolveu me dar de presente o vestido. Eu nunca pensei em vestido longo, nem cheio de glamour, até porque, nem combinava com o tipo de festa que eu tava planejando. Mas foi uma busca complicada. Cheguei a pensar em desistir e comprar qualquer vestido branco e pronto. Ao fim, achei um vestido (que nem era de noiva) branco, todo molinho, lindo, numa revista q eu tava folheando no trabalho. Arranquei a pagina e levei pra Penha. Ela topou, achou lindo e fez! Todo mundo amou e disse que eu estava linda e o vestido era a minha cara.


O sapato
Não queria branco. Meu vestido já era um “chantilli”, como diria a madrinha do Heitor, rs, e eu queria quebrar aquela brancura toda. Gastei horas procurando o sapato ideal, fui em dois shoppings grandes e entrei em todas as lojas de sapato buscando aquele q ia encher meus olhos e nada. Eu já tinha passado em frente aImporium da Tijuca, mas nada me agradou. Quando estava quase desistindo dei outra chance à loja e entrei novamente. Dessa vez expliquei pra vendedora o que eu queria e ela trouxe algumas opções. A Imporium tem sapatos muito legais, mas não expõe todos na loja, por isso eu não achei nada da primeira vez. Quando ela me mostrou esse sapato, não pensei nem duas vezes! Era ele!


A maquiagem e o cabelo
A principio, eu não queria gastar com isso. Eu sei me maquiar e o cabelo seria simples, solto mesmo. Quando foi chegando mais perto e eu fui desesperando, percebi que ia ficar muito nervosa na hora e era melhor contratar um profissional pra isso. Como não estava dentro do nosso orçamento inicial tinha que encontrar alguém de confiança e barato. A primeira indicação que me deram cobrou 600 pratas. Não dava. Foi quando eu pedi referências pra Lu, que é maquiadora lá na novela e ela se ofereceu a fazer por um preço super camarada junto com uma colega, a Veruska. Graças aos céus que elas apareceram, porque eu realmente não teria a mínima condição de me arrumar. Fiquei MUITO nervosa no dia!



As flores
Idealmente, eu queria ter feito toda a decoração da festa. Tinha na minha cabeça todas as referências e sabia exatamente o que eu queria. Só que 3 meses antes do casório eu entrei na Oficina de Produção de Arte da Globo e passei a trabalhar 11hs por dia, 6 dias da semana. F***. E minha falta de experiência com organização de eventos fez com que eu deixasse essa parte, assim como o aluguel de toalhas, pra ultima hora. Uma semana antes da festa eu estava fechando com a Guida. Um amor de pessoa, super criativa e empenhada, mas ela não estava dentro da minha cabeça, né? Nem tivemos tempo de discutir muito sobre o que eu queria. O que acabou acontecendo foi que ela acertou em algumas coisas e errou em outras. O buquê, por exemplo, eu havia pedido um pequeno e redondo, com flores coloridas (que ela me “proibiu” pedir flores do campo, porque acha “pobre”). Concordei com as tulipas, sempre gostei de tulipas. Além disso, também pedi 4 mini buquês de tulipas amarelas pra presentear minhas madrinhas. No dia da festa, além da equipe dela ter se atrasado 2 hs, ela me apareceu com um buquê GIGANTE pra mim. Daqueles de segurar tipo filho, sabe? Nada delicado. E gente, meu vestido era curto, eu sou baixinha, o buquê era quase maior que eu!! E nem haveria cerimonia alguma, nem cortejo, nem nada, o buquê era pra ser discreto e delicado, só pra compôr pras fotos. Enfim, desespero, né? Olhei pras minhas amigas que estavam comigo enquanto eu me arrumava no apartamento da sogra e falei: “não gostei disso, não…” Olha, se posso dar mais um conselho precioso é esse: no dia, tenha ao seu redor amigas próximas que te conheçam. Elas, prontamente, pegaram uma tesoura e refizeram o buquê pra mim, do meu jeitinho, lindo!


E o buquê das madrinhas, cadê? A Guida havia esquecido. Outra decepção. Acabou fazendo os 4 buquês ali na hora e eu pude presenteá-las com todo carinho, mas não ficou como eu gostaria.
Fora isso, os arranjos das mesas, feitos de gérberas, ficaram fofos, assim como o “jeitinho” que ela deu na passagem entre um ambiente e outro, que ficou lindo lindo.


Fiz umas guirlandas de corações azuis pra pendurar pela festa, e a Raqz fez 100 tsurus que espalhamos pela mesa do buffet e ficou uma graça.


As lembrancinhas
Meses antes eu havia feito um passeio pelo Saara pra checar preços e ver se era possível fazer 100 potinhos personalizados de geléia de morango. Minha mãe faz uma geleia maravilhosa e achei que ia ficar super meigo. Uma semana antes, fui comprar os potinhos e adivinha? Estavam em falta. E agora? Eu e a Raq pensamos em forminhas de biscoito em forma de coração, mas não achamos 100 pra comprar. Ela já tinha encomendado 100 bottons com o coração pixel que foi a marca do casório e deu a ideia de fazer corações vermelhos de feltro com o bottonzinho pregado. E deu muito certo! Os meninos inventaram de colocar os corações na lapela e todos brincaram dizendo q vieram ao casamento sem coração e saíram com! rs. A Raq também fez um caderno pros convidados deixarem recados pra nós.



Os votos
Desde que começamos a pensar em casamento, essa idéia só fazia sentido por que sentíamos falta de um ritual. A gente gosta de rituais de passagem, achamos importante. E mais que isso, achávamos q era importante q nossos amigos e entes queridos presenciassem nossos votos de amor. Nunca fizemos questão de ter um celebrante na festa porque chegamos a conclusão q as nossas palavras um para o outro e para os nossos convidados eram muito mais significativas do que qualquer texto q um desconhecido pudesse falar ali. E assim, antes do brinde, lemos um para o outro nossos votos de amor e companheirismo na frente de todos. Nem preciso dizer q chorei a beça, né? Aliás, eu chorei, Heitor chorou, TODO MUNDO chorou! rs!! Foi um momento muito especial quando senti q todos estávamos no mesmo clima de esperança no amor ali.


Apesar de todos os percalços e de tudo q não deu certo, meu casamento foi perfeito. Heitor e eu estávamos irradiando felicidade, as pessoas mais importantes estavam presentes e felizes por nós, foi um dia muito muito feliz.”


Obrigada Ju!  =)



Ficha Técnica
Vestido do noivado – Antix | Fotos – The Kiwi Studio | Buffet – Anna Elisa Gastronomia | Bebidas – Adega Curitibana | Cupcakes – Le NouNou | Alfajours – El Maestro Confeitaria | Sapato – Imporium 


Beijos!


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Casamento real e econômico: Keilla e Maycon

Falar de economia divide muito as opiniões das pessoas e a forma como elas lidam com ela. Algumas moças no dia do seu casamento optam por adotar a economia em alguns aspectos: Economizam na cerimônia, ora na festa, na decoração, nas bebidas e afins; e procuram eleger algum item para gastar um pouco mais: Foto e Filmagem, vestido, comes e bebes e assim por diante. Isso é normal.Geralmente é assim.Quando se luta anos e anos para se casar nada mais justo com vocês do que poder fazer isso.
Mas e quando não existe a possibilidade sequer de poder escolher? Ou ainda não poder abrir mão de economizar e muito em nada pois se está completa e absolutamente sem grana alguma? Como fazer? Não fazer?

A Keilla, uma moça simpática de São Carlos, me escreveu uma das histórias de maior economia que eu já conheci. Mas não fui surpreendida somente pela parte econômica da coisa, mas sim por todo o contexto de necessidade que não a abateu e a fez aceitar realizar um Casamento Comunitário. E engana-se quem pensa que ela foi menos feliz por ter feito sua cerimônia assim.

Espero que após o relato, muitas noivas que estão completamente sem grana tomem coragem e aceitem que a felicidade de um casamento não está no valor desprendido a realiza-lo. Que existem muitas alternativas de se tornar lindo e especial um dia como estes e que essa é uma delas…

” Conheci meu marido em um encontro de jovens, que uma igreja católica estava realizando e começamos a namorar no mesmo dia, no mesmo dia mesmo…não esperei. A vontade de ficar juntos era enorme. E sempre pensando em nós casar, desde o primeiro dia…
Passado um ano de namoro fomos levantar orçamentos, verificar procedimentos, procurar uma casa, etc. O unico detalhe que não citei, é que não tínhamos grana nenhuma, mas nenhuma mesmo, nem para colocar gasolina no carro do meu sogro, para irmos até os locais orçados. E vimos que não teriamos dinheiro suficiente para se casar na igreja, fazer festa e pior: Não tínhamos nem previsão da onde iriamos morar. Vocês tem noção disso??? 
Me desesperei, chorei, me lamentei para Deus dizendo que eramos um casal tão bonito, tão cheio de esperança e amor, e por que não conseguiríamos realizar o nosso sonho de nós casarmos….Pois existem pessoas que só se casam por casar, para cumprir seu papel com a sociedade, se casar sem amor, e por que EU, pobre mortal apaixonada, não teria seu sonho realizado. Fomos desistindo na medida que víamos que as coisas eram caras, para apenas uma noite, e que nunca iriamos ter o dinheiro suficiente para bancar tudo….

Até que uma noite eu liguei para meu namorado, e disse: “Nós vamos arrumar uma casinha e morar juntos”. Simples assim. E o nosso caminho foi se abrindo…
Em um domingo fomos na casa da avó dele e conseguimos negociar um aluguelzinho camarada para os dois cômodos que haviam nos fundos. Pronto já tínhamos lugar para morar. No outro final de semana meu sogro decidiu trocar de carro e passou o que ele tinha para nós, assumindo apenas algumas parcelas. Não era “um carro lindão” mas quebrava o nosso galho. Pronto carro nós já tínhamos. Ainda no mesmo final de semana meu marido foi comunicar a minha família sobre a nossa decisão e meu irmão (que é uma espécie de pai para mim) não gostou muito a principio, mas acabou concordando (detalhe, eu tinha apenas 17 anos, e não, não me casei grávida). Pronto família comunicada.
O que eu não falei foi sobre a condição imposta pelo meu irmão para nos casarmos (já que eu era menor de idade): Pediu para que nos casássemos no civil. Mas pensa comigo: eu não tinha dinheiro nem para comprar um balde de tinta para a casa nova. Como teria dinheiro para o civil que aqui sai em torno de 270,00 reais?!
Mas aí Deus nos surpreendeu mais uma vez…
Fomos a uma missa e o padre informou que haveria casamento comunitário na paroquia. Gente eu só faltei pular do banco! Eu queria falar, eu queria rir, queria tanta coisa…Era minha salvação! Não iria pagar nem um centavo para me casar nem na igreja e nem no civil. Mataria dois coelhos com uma cajadada só!!!
No outro dia compareci a secretaria da igreja com todos os documentos para a inscrição. O casamento no religioso seria em 45 dias. Marquei meu chá de cozinha e a data no civil. Porem por ser casamento comunitário eu não pagaria nada e também não poderia escolher a data, seriam eles que determinariam. Por fim marcaram para daqui 15 dias. Gente! Eu não estava esperando que seria tão já!

Depois de casados no civil nossos padrinhos/parentes se uniram e nos deram todos os nossos móveis!
Já que iria me casar na igreja precisava de um vestido. Levei um desenho de um vestido curto e simples em uma loja. Me ligaram no outro dia e disseram: R$ 450,00. Como não teria nenhum bordado (o que encarece o vestido) ficou baratinho assim. Meu irmão pagou como presente de casamento. O dia de noiva, foi feito por um precinho legal. Cabelo, maquiagem e unha, simples assim.

Pronto, já tínhamos casa (pintada), carro, casamento civil e religioso, vestido de noiva e dia da noiva. Só faltava a festa….o mais caro!!!!
Não pagamos nada pelo salão que é do sindicato do qual minha cunhada faz parte. Escolhemos 60 convidados. Família e poucos amigos
Decidi procurar algum buffet que tivesse um precinho camarada que fosse negociável. Até que faltando apenas duas semanas antes do casamento religioso, encontrei um fornecedor muito bem falado na cidade que me cobrou R$ 38,00 reais por pessoa dando direito a tudo: De barman a talheres. A data que precisava estava disponível pois havia uma desistência (vamos combinar que buffet se fecha um ano antes). E o melhor de tudo: Poderia pagar até a data do meu casamento. Mas ele aconteceria em duas semanas. De onde tiraria os R$ 2.000 reais?!
Desabafei com a minha irmã e ela me contou que ela e meu irmão fizeram uma poupança para mim nos últimos anos. Como não temos nossos pais, recebemos um determinado valor de pensão. Adivinha de quanto era o valor? R$ 2.050,00 reais! Isso mesmo: Apenas um pouquinho a mais do que eu precisava e assim daria para pagar o bolo!!
Com o buffet pago e a encomenda do bolo em cima da hora não fiz docinhos. Mandei fazer os noivinhos e paguei R$ 60,00 reais por eles. As fotos do casório foram feitas pelo meu tio que é fotógrafo!!! Fechou um pacote de fotos (em um CD com montagem. Não fiz albúm), convites do casamento, do chá de cozinha e lembrancinhas!!!
As alianças simples de 4mm foram parceladas também.
O buquê feito de rosas nacionais e astromélias saiu por R$ 60,00 reais.

Os enfeites das 10 mesas dos convidados eram compostos por um solitário de madeira com duas gérberas. Saíram por R$ 4,50 cada.

Foi um casamento maravilhoso. Dividi o meu sonho com mais 15 casais. A festa foi perfeita e no fim eu nem acreditava que estava casada tampouco que aquela festa toda era minha pois tudo foi perfeito, se encaixando. Não adianta sonhar mais alto do que você pode, se enfiar em dívidas apenas para fazer um casamento com inúmeras pessoas que as vezes nem são tão importantes na assim em sua vida. Essa é a minha opinião e esse é meu relato sobre como casei sem grana nenhuma mas com a família e Deus, acima de tudo, me ajudando!”

Casamento real e econômico: Fernanda e Christian Ruggiero

O post de hoje não é só sobre economia. É também sobre amizade.
Amizade que surgiu por aqui mesmo, via blogs e cresceu ao ponto de me dar a honra de estar presente no grande dia dessa minha amiga: A Fernanda, que muitas de vocês já devem conhecer.

A Fernanda chegou na minha vida para ficar. Trouxe com ela o Chris e hoje já não me imagino sem a presença deles no meu dia a dia. Quando nos conhecemos a Fê estava organizando o seu casamento…queria algo simples, charmoso e econômico e CONSEGUIU!
Aperta daqui, resolve dalí e estava feito. O dia do casamento chegou e lá fui eu prestigiá-los.

Na semana do casório apareceram contratempos GIGANTESCOS, desses de fazer qualquer noivas desmaiar só de imaginar. Mas mesmo a mercê de grandes riscos de dar tudo errado, a ví respirar fundo e com muitas lágrimas nos olhos encarar tudo de frente. Talvez a Fernanda tenha sido uma das noivas mais corajosas a entrar para a história e eu tenho o maior orgulho de encher a boca e dizer: É minha amiga!

A parte da economia eu compartilho nesse relato exclusivo dela aqui no blog. Agora, se você quer saber mais sobre o que aconteceu a Fernanda e ao Christian no grande dia; eu não deixaria de ler o relato dela no Sushi Com Macarrão. Vale como uma lição de vida de uma noiva de muuuuita fibra pra você =)

***

” Olá, noivas econômicas do meu Brasil varonil!


Eu sou a Fê, amiga da Sam, e uma noiva bem duranguinha! hahaha…
Mas a questão aqui nem é a falta de grana, e sim a falta de disposição em ficar gastando rios de dinheiro.
Vou contar um pouquinho do processo.

Quando marcamos a data, meu noivo simplesmente não concebia a idéia de ter um casamento sem festa. Achava isso a coisa mais horrível do mundo!
Tudo bem, até entendo. Eu disse “entendo” e não “concordo”.
Então depois de meeeeeses de discussão (porque eu me recusei a dormir em colchão no chão e não ter sofá só pra poder bancar uma mega festa!), concordamos em fazer uma pequena recepção num restaurante ao lado da igreja.
Fechamos o jantar com buffet à vontade, comida de fazenda, uma mesa enorme de sobremesas, eles arrumaram as mesas do jeitinho que pedi e tudo isso sem pagar o aluguel do salão. Valeu muito a pena!!
Bom, o vestido. Vestido é um item que deixa a gente de cabelo em pé, né? Os alugueis são caríssimos, e quem é que não quer casar com um vestido feito só pra você, com seu jeitinho?
Eu dei muita sorte, mas aproveito e passo minha sorte pra vocês. Achei na net um atelier no Tatuapé (atenção noivinhas de SP), e marquei um horário. Peguei minha referência na internet e lá fui eu ver a carinha da estilista.
Olha, gostei das meninas! Fui suuuuuper bem atendida em todas as vezes, a Sarah (dona do atelier) fez algumas mudancinhas necessárias e voilá! Meu vestidinho ficou do jeitinho que eu queria e pela bagatela de… de… não vou divulgar o valor exato, mas foi menos que 1.700 dinheiros.
O buquê, as lapelas e os corsages foram presente da tia do noivo, então não entram na conta. Mas foram lindos! E carinhosamente feitos pela Susana, uma florista super talentosa, que trabalha com a Helena Lunardelli, a famosa! O buquê tinha pimentinhas e alecrim, por que proteção nunca é demais, né? hahaha…
O bolo não foi bolo cenográfico, foi de verdade. E inteirinho de trufas! Pra dois chocólatras, nada melhor, não?
Quem fez foi uma doceira de Limeira, a Lila, um amor de pessoa! E o valor ficou quase o mesmo do aluguel do bolo cenográfico, acreditem! Valeu super a pena, ainda mais pelo impacto visual, né?
As lembrancinhas foram 5 amêndoas, de acordo com a tradição italiana, e foram colocadas dentro de caixinhas de papel-semente, que encomendei de um artesão de MG. Sou meio eco-chata, então não queria essas lembrancinhas que viram bagulho na casa, sabe? E também queria fugir um pouco dos bem casados (apesar de ser super a favor). A lembrancinha acabou saindo pelo mesmo preço dos bem casados, só é mais trabalhosa, porque fomos nós que montamos tudo! Mas acho que valeu a pena, foi nosso xodó!
O topo do bolo foi feito também por uma artesã do Distrito Federal, a Débora, uma graça!! Captou certinho os passarinhos do nosso convite e os fez virarem bonequinhos lindos!
Os macarons foram caros, lógico. Mas é que nós fazíamos questão deles. Foi a nossa extravagância.
O voilette fui eu que fiz. Fiquei injuriada com os preços que achava por aí! Teve uma moça não lembro de onde, que me pediu 400 reais por um voilette!! Um roubo!! Então achei uma moça no sul que faz flores de tecido, paguei 30,00. Comprei o tule na 25 de março e me aventurei a fazer. Sam acompanhou a saga de perto! hahaha…E não é que ficou pintoso?!
Dia da Noiva também não fiz. Me recusei a pagar! Mas, meninas… quem puder, é bom fazer uma massagenzinha, tá? Fiz penteado e maquiagem no salão que vou desde pequena, que já conhecem meu cabelo e não meteram a faca. Fiquei super contente com o resultado! E a prova de cabelo e maquiagem não foi cobrada!
Os convites e toda a identidade visual eu fiz com uma empresa pequena e nova, a Duoo. Querem saber? Ganhei uma amigona!! A Ale, da Duoo, é uma pessoa incrível!! Fez tudo na maior animação, mandou amostras de tudo, e olha que sou mega chata com cores e detalhes! Mudei a papelaria umas 20x e ela sempre de bom humor respondia meus emails na maior animação! Não foi nada daqueles papéis mega cheios de glitter, mas, como já disse, sou eco chata, e me recusei também a gastar num item que iria pro lixo. Não me arrependo de nada! Aliás, Ale virou minha gráfica oficial de eventos da família Passos Ruggiero! hahaha…
A decoração do restaurante foi toda feita por mim e pelo Chris. Ceasa às 5h da matina, compramos vasos, musgos, flores e tudo mais pra decoração. Gastamos beeeeeeeeem menos que contratar decoradora!!
Lista de presentes? Fizemos na ListaPerfeita. Mas ficamos meio receosos de muita gente não conseguir usar e acabamos fazendo no PontoFrio.com também. Ai, ledo engano. A ListaPerfeita foi perfeita MESMO! As meninas são super solícitas, te ajudam em tudo, tiram dúvidas, uns amores! Já o PontoFrio.com… horrível!!! Já encerrei a lista e tô até agora tentando receber os créditos de produtos que ELES não tem mais no estoque. Um saco!!

Garotas, em suma, é isso. Pra nós valeu super a pena, foi tudo lindo, aconchegante e simples. Foi a nossa proposta pro casamento. 

Claro que cada uma tem que adequar à sua realidade e ao seu bolso, mas eu garanto a vocês: vale muito a pena economizar em alguns itens no casamento, independente de ter ou não grana. porque decorar a casinha nova é miiiiiiiiiiiiiiil vezes mais gostoso que só uma noite de festa!! Eu agarântio!! hahaha…”


Ficha Técnica
Restaurante: São Paulo Antigo | Buquê, lapela e corsages: Susana de Oliveira | Bolo: Doce Design Confiserie (Lila) | Topo: Tutti I Colori (Débora) | Lembrancinhas: Wesley Motta | Macarons: Green Short (Bárbara) e Rozângela e Guaraci | Identidade Visual: Duoo Design (Alessandra) | Flor de tecido do Voilette: Taniart | Lista de Presentes: ListaPerfeita
Nota da Sammia: Chris e Batata, amamos vocês :’)
Beijos!
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Chá de cozinha real e econômico: Monica Dias

A leitora Monica me enviou a algum tempo o relato do seu Pic Nic de panela econômico.

PIC NIC DE PANELA??!! O.o

Não entendeu nada? Então vou deixar o relato da própria Monica te explicar =D

“Caminhando contra o vento… nada no bolso ou nas mãos”

Dessa maneira estava eu tentando organizar meu chá de panela!

Não tinha muita grana disponivel então resolvi apelar para a criatividade… moro em um apartamento sem salão de festas e alugar um salão para o Chá nem pensar, foi então que pintou a idéia: Por que não fazer um Pic Nic de Panela?

Poderia fazer em um parque público, ficaria tudo lindo a comida é mais simples e seria muito divertido! Parti para a organização do Meu Pic Nic de Panela. Como moro do Rio de Janeiro achei que a melhor opção seria o Parque Lage, o local é público e possui áreas específicas para Pic Nic assim como estacionamento gratuito! ( Quem se interessar pode ligar ou enviar um email e pedir para reservar o espaço).

Local escolhido parti para a decoração , tudo na base do faça você mesma com que tem em casa! Juntei algumas garrafas e potes de vidro , retirei os rótulos e usei para colocar flores. Peguei alguns cestinhos emprestados com uma amiga para colocar os docinhos e comprei alguns em lojas de R$1,99 para ajudar a compor a mesa,os porta-retratos eram potes de maionese, para economizar nas flores comprei alguns galhos em lojas do Saara e colei flores de papel na ponta de cada galho.Copos e pratinhos coloridos também deram um charme sem grandes gastos.

O cardápio era composto por sanduiches naturais, pão de metro, mini joelhos, cuscuz, brigadeiro, sonho, bolo de chocolate, cachorro-quente de forno , salada de frutas e cupcakes que eu mesma fiz.Também coloquei algumas guloseimas bem baratinhas mas muito charmosas como suspiros, bananadas e pirulitos. As bebidas eram compostas por sucos, refrigerantes e um drink ( feito com Cidra) que fez o maior sucesso. Para acompanhar os drinks comprei uns guarda-chuvinhas bem legais (10 por R$2,00).

E quanto as brincadeira resolvi inovar. Sou adepta de gincanas ( sempre A-DO-REI competições) e por isso no lugar das tradicionais brincadeiras promovi uma gincana entre as convidadas. Fiz flores de tecido nas cores azul e rosa cada cor representaria uma equipe e quando chegassem à festa colocariam a flor no cabelo e assim ficariam dividas.

Meses organizando tudo e no dia do Pic Nic caiu uma baita chuva no Rio de Janeiro! Eu estava no carro a caminho do Parque Lage ( que não possui espaços cobertos) e só vi as gotículas de chuva acabando com minha programação .. Me desesperei! Chorei! Tentei me afogar numa poça d’água ( rs) mas de novo o improviso entrou em ação!

Minha mãe ligou para uma amiga (a essa altura eu já estava louca só pensando em chorar) e esta nos cedeu o espaço de sua casa ( obrigada Giselle! =D) liguei para todos os convidados remarcando o horário e lugar! Eu, minha mãe, irmã, prima e amigas transformamos a garagem da Gi. Meu pai saiu correndo para comprar lona. Conseguimos mesas e cadeiras tudo na base da amizade rs.

O Pic Nic foi um sucesso, a gincana bombou, conseguimos até caixa de som e DJ! Todos brincaram na gincana e o prêmio era uma cestinha cheia de doces para a equipe vencedora ! Até os meninos brincaram junto! Foi muito divertido!

O espaço ficou uma gracinha… todos elogiaram e o melhor de tudo foi perceber o quanto tenho amigas companheiras… todas dando o maior apoio, ninguém faltou!

A Flávia Soares ( fotógrafa de casamentos) é minha amiga e me prestigiou tirando fotos quase poéticas da festa!

Uma amiga artesã ( Debora) também me socorreu de última de hora! E no fim virou uma super produção…rs

Agradeço também ao meu noivo, irmã, pais e família por todo o carinho e apoio. Sem eles nada disso seria possível.

E no fim todos adoraram a lembrancinha : um marmita para levarem que os doces da mesa para casa!

Meninas lembrem-se: Menos sempre é mais! Use seu chá de panela como um momento de comunhão com as amigas e sempre seja flexível frente aos problemas! “

Ficha Técnica

Fotografia: Flávia Soares | Vídeo: Lenito Ribeiro | Mini Guarda-chuvas dos drinks: Loja Caçula | Decoração: Noiva e família =)


Beijos!


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Casamento real e econômico: Jessica

A Jessica (vulgo Jessiquinha) sempre me acompanhou na evolução do blog. Trocamos alguns emails sobre decoração e comes e bebes do seu casamento. Lembro que ela buscava uma solução vapt-vupt do que servir e de como preparar. Tinha uma idéia até aquela época pouco conhecida pra mim: Usar os serviços de uma cozinheira ao invés de um buffet.
Como eu era leiga sobre dei umas dicas aqui, outras alí mas a Jessica decidida persistiu firme na idéia. Só me restou dar meu apoio e torcer para dar tudo certo (e para que a cozinheira fosse arretada de boa).
Até que seu grande dia chegou e pouco tempo depois ela me enviou seu relato de economia e as lindas fotos do dia mais importante de sua vida. Vamvê:

“Consegui economizar um bocado para uma festa de 300 pessoas. Como? 

1 – Usei o salão de festas da própria igreja

2 – Contratei uma cozinheira e mais os garçons ao invés de buffet

2.1 – Comprei os salgados direto dela, então ela só me cobrou R$ 50,00 reais para fritar e assar na hora. Ainda fez batatinhas de aperitivos e lanchinhos.

3 – Fizemos os arranjos das mesas dos convidados

4 – Comprei refrigerantes / descartáveis (tudo tudo tudo)

5 – Mandei fazer o bolo num lugar legal e barato

6 – Fizemos todos os docinhos para servir

7- Mandei fazer apenas doces finos para a mesa do bolo

Bom, a festa saiu por volta dos R$ 2.000,00 reais, o que com o buffet eu gastaria R$ 12.000,00!

Queria agradecer muito a sua ajuda, que me deu tantas dicas e meu sonho pode ser sim realizado SEM TANTA GRANA.

Veja as fotos de como ficou.

Beijooos e muitooo obrigada”


Jessica Parra

Ficha Técnica
Foto e Filmagem: Nanda Gomes | Decoração: (Mesa do bolo e a igreja, pois as mesas foram feitas com um tutorial do CSG) Patrícia Moura | Toalhas: Faça a Festa ABC | Vestido: Belle Sposa | Banda: Amigos (Vídeo um, dois, três e quatro) | Guardanapos, copos, cumbuquinhas e afins: 25 de Março.
Agora me diz: Dá ou não dá pra casar sem muita grana? =)
Beijos!
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